Tiroteio entre bandidos e Policiais no Alemão

UPP Nova BrasiliaNa madrugada houve mais um confronto entre traficantes e policiais da UPP da Nova Brasília no complexo do Alemão.

Esse tiroteio aconteceu na praça do Samba, onde os PM estavam fazendo uma ronda pela comunidade, bateram de frente com um bonde de traficantes armados e abriram fogo.

Os tiros foram rápidos, mas os traficantes fugiram e ninguém se feriu!

O policiamento na Nova Brasília foi reforçado e com certeza irá acontecer novos confrontos.

PezãoO tráfico voltou de vez no Complexo do Alemão e aos poucos eles vão se instalando e enfrentando os oficiais da UPP.

Antes da pacificação o chefe do tráfico do Complexo do Alemão é o traficante conhecido como Pézão, que foi colocado no cargo á mando do chefe maio do Comando Vermelho, o traficante Marcinho PV.

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M.G

Fundador at Crimes News
Interessado que estudou a história e comportamento do tráfico Carioca e suas facções desde 2001. Hoje busca informar e relatar fatos históricos de figuras marcantes e repassar sua experiência sobre o assunto.

9 thoughts on “Tiroteio entre bandidos e Policiais no Alemão

  1. e outra coisa que pouco falam é que o pezão tá bem diferente das fotos veiculadas na mídia que a última foi 2008 do churrasco que passou na record a matéria, inclusive na ocupação do alemão ele fugiu carregando caixa de cerveja nas costas e nem reconhecido foi.

  2. AI **MG** VC QUE CURTE TRAFICO ETC LE ESSE LIVRO UM DOS MELHOR SOBRE HISTORIA DO TRAFICO DO RJ .

    LIVRO Abusado – O Dono do Morro Dona Marta
    Abusado – O dono do Morro Dona Marta é um livro, terceira obra do escritor gaúcho Caco Barcellos, lançado em 2003. É um livro reportagem investigativo que conta a história de “Juliano VP”, nome fictício de Márcio Amaro de Oliveira, traficante criado na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e sua relação precoce com o tráfico de drogas. O livro aborda questões sociais vistos pela ótica do “Poeta” como era conhecido, e de seus amigos e familiares.

    Considerada uma das obras mais polêmicas do jornalista, o Abusado mostra um lado até então desconhecido pela sociedade, o lado humano de bandidos e traficantes. Por meio de relatos e depoimentos o emocional é revelado, mostrando infâncias conturbadas, a proximidade com o tráfico de drogas, a relação conturbada com a polícia ou órgãos ligados ao governo e principalmente, a história e influência das organizações criminosas como o Comando Vermelho e as facções inimigas, Amigos dos Amigos e Terceiro Comando na vida da comunidade. O livro levanta discussões [[ética[[s, morais e políticas, nunca antes observadas por esse ângulo, através de pessoas marginalizadas e excluídas socialmente que dificilmente são vistas ou ouvidas por jornais ou revistas. Caco Barcellos megulha profundamente nas histórias e no cotidiano da comunidade, usando técnicas muito utilizadas pelo jornalismo como entrevistas e pesquisas históricas. O livro é um romance sem maniqueísmo, não há mocinhos ou vilões, todos são retratados como seres humanos expostos a todo tipo de influências externas, principalmente as leis de sobrevivência. A obra não conta apenas a história de um personagem qualquer, mas uma reconstrução de momentos vividos pelo Rio de Janeiro, entre tiroteios, fugas alucinantes e assassinatos.

    A história de Juliano VP está relacionada diretamente com a existência do Comando Vermelho e sua ocupação na favela em Botafogo, bairro de classe média carioca. Desde pequeno conviveu com os mais diversos tipos de preconceito, nascido em uma família nordestina e muito pobre chegou ao Santa Marta ainda pequeno em busca de uma condição melhor de vida. O pai muito duro e machista sustentava a família com uma pequena birosca de doces e refrigerantes, Juliano estudava de manhã e na parte da tarde ajudava o pai no negócio da família. Sem ganhar um tostão e sofrendo humilhações e violência do pai, passou a se interessar mais pela vida agitada e luxuosa de traficantes e bandidos da região. Pouco a pouco foi abandonando a escola, mas nunca seu interesse por livros e escritores. Passou a prestar pequenos favores em troca de boas quantias em dinheiro, os “bicos” iam desde levar informações, a subir compras e mercadorias para o topo do morro. Sua ascendência no tráfico de drogas foi rápido e complexo, pois era muito influenciado pelo lema do CV Paz, Justiça e Liberdade, mas no seu sentido literal. Acreditava que as coisas deveriam ser resolvidas de forma pacífica e o bem da comunidade deveria estar em primeiro lugar. Esse comportamento, aliado ao seu gosto literário considerado “refinado” pela malandragem, lhe rendeu o apelido de Poeta, principalmente porque mantinha um contato com a alta burguesia carioca, os intelectuais como o cineasta João Moreira Salles. Aos poucos esse comportamento foi condenado pelos próprios lideres do CV e Juliano VP ganhou muito inimigos que não acreditavam no seu potencial para assumir como dono do Morro, pois não matava, desprezava dinheiro, tinha ideologias políticas e pretensões muito distintas dos outros “frentes de morro”.

    O livro surpreende pela simplicidade e história impressionante de vida de um dos homens mais procurados do Rio de Janeiro e ao mesmo tempo traça um paralelo sobre o desenvolvimento da favela Santa Marta na Zona Sul e a luta de seus moradores para enfrentar o preconceito, as drogas e a violência diante de condições tão subumanas. Outro ponto abordado pelo autor foi o polêmico episódio com o popstar Michael Jackson e o diretor Spike Lee , que em 1996 vieram ao Brasil gravar um clipe na favela Dona Marta. Juliano VP fez questão de cuidar pessoalmente da segurança do rei e de sua equipe de produção, disponibilizando casas, homens e proteção. Essa atitude evidenciou ainda mais a fragilidade da polícia e a notoriedade do traficante.

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